Em Moçambique, o general Kaulza de Arriaga promove a africanização, através da criação de Grupos Especiais e de Grupos Especiais de Pára-quedistas, forças comandadas por militares portugueses, mas constituídas apenas por moçambicanos. Para o comandante-chefe, o recurso a estes grupos resultava da necessidade de enfrentar a crescente falta de efectivos. Para o engº Jorge Jardim - que influenciou a sua formação - eles seriam uma tropa para um Moçambique futuro. Considerado como um terceiro poder na colónia, Jorge Jardim actuava política e militarmente, sendo agente de operações, por vezes armadas, em países vizinhos de Moçambique.